quarta-feira , 14 outubro 2026
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Prefeitura de Crixás pagou mais de R$ 521 mil para empresas investigadas por corrupção na Operação Limpeza Geral do MP

A Prefeitura de Crixás gerida pelo prefeito Carlos Seixo e seu vice Tiago Dietz realizou o pagamento de R$ 521 mil reais em dinheiro público do contribuinte crixaense entre 2021 e 2022 para as empresas “PWA Comércio e Serviços, WFC – Goiás Serviços e Reparações e Life Mix Serviços e Produtos” que foram alvos da Operação “Limpeza Geral” do Ministério Público de Goiás (MP-GO) no dia (07/12), realizada com o objetivo combater um grupo suspeito de desvios de recursos públicos com a participação de agentes públicos, fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. Dois empresários ligados ao vice-prefeito de Crixás, que venderam serviços para o Festival do Pequi, Cavalgada e materiais de construção para pontes, foram presos e documentos do executivo municipal apreendidos.

Além de Crixás, a operação ocorreu em outros 33 municípios onde foram cumpridos 22 mandados de prisão preventiva e 50 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao grupo, que recebeu, entre 2015 e 2022 mais de R$ 300 milhões em empenhos pagos por municípios do Estado.

Ao contrário do que foi divulgado em recente nota veiculada pela prefeitura municipal de Crixás nas redes sociais, os pagamentos mostram que os acusados foram, sim, beneficiados com contratos fraudulentos já na atual gestão. Veja no link abaixo: https://www.instagram.com/p/Cl3_sP7umAZ/?igshid=YmMyMTA2M2Y=

A investigação mostra que o grupo criminoso criou várias empresas em nomes de “laranjas”, que eram usadas para simular concorrências em licitações. Até agora, foram identificados indícios de fraude em pelo menos 34 municípios goianos. Essas empresas, mesmo sem estrutura, possuíam um vasto rol de atividades em seus contratos sociais, o que possibilitava a sua utilização em contratações públicas envolvendo diversos objetos: locação de equipamentos e estruturas para shows e eventos, cantores sertanejos e afins, fornecimento de mão de obra (pedreiro, pintor, servente etc.), serviços de limpeza, locação de veículos, e até materiais higiênicos e hospitalares destinados ao combate da COVID-19, entre outros.

Vejam as notas emitidas pelas empresas investigadas pelo MP: https://drive.google.com/drive/folders/1szyzUgnei75RmKd67pTPGH3jj63nyoMt?usp=share_link

Sobre Osvando Teixeira

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