terça-feira , 27 outubro 2026
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Após recomendação do Mapa, Agrodefesa suspende temporariamente obrigatoriedade da vacinação contra influenza equina em Goiás

Medida visa mitigar impactos econômicos e logísticos do desabastecimento crítico do imunizante no mercado nacional
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) anunciou, nesta quinta-feira (5/3), que está temporariamente suspensa a obrigatoriedade da vacinação contra influenza equina como requisito para emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) em Goiás. A medida segue recomendação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), manifestada por meio do Ofício 134/2026/DSA/SDA/MAPA, enviado na última terça-feira (3/3) aos Órgãos Executores de Sanidade Agropecuária de todo o País.
Segundo o Mapa, a recomendação se dá em virtude da “consolidação de um cenário de desabastecimento crítico de vacinas contra a influenza equina no mercado brasileiro”, com a “retirada abrupta de aproximadamente 70% das doses disponíveis no mercado”. O objetivo da decisão é “mitigar os severos impactos econômicos e logísticos” no setor, uma vez que manter a exigência neste momento poderia comprometer o trânsito interestadual e estadual de equídeos e levar à suspensão de atividades agropecuárias.
O diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, ressalta que a medida é excepcional e temporária. “Assim como outros estados, estamos acatando a recomendação do Ministério da Agricultura e Pecuária. Mas a obrigatoriedade será retomada assim que houver normalização dos estoques nacionais”, afirma ele. Vieira pondera que, mesmo sem a obrigatoriedade para emissão da GTA, o produtor que encontrar o imunizante disponível no mercado pode realizar a vacinação preventiva, de forma a proteger seu rebanho contra a doença.
Coordenador do Programa Estadual de Sanidade dos Equídeos da Agrodefesa, Bruno Rodrigues de Pádua lembra que a influenza equina é uma doença respiratória viral contagiosa que afeta cavalos, muares e asininos. Os sintomas mais comuns são tosse seca, febre e secreção nasal. “Em caso de suspeita, o produtor deve comunicar imediatamente os órgãos de defesa agropecuária, como a Agrodefesa, para que sejam tomadas as medidas sanitárias de controle do foco”, lembra ele.

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