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Cantora, pecuarista e dona de empresa bilionária: veja quem são as representantes de Goiás em lista das mais poderosas do agro na Forbes

Ana Amélia, Camila Colpo e Nathália Secco estão à frente de grandes iniciativas no agronegócio, segundo a revista.

Nathália Secco, Ana Amélia Paulino e Camila Colpo; conheça as três representantes de Goiás na lista das mais poderosas do Agro, da Forbes — Foto: Reprodução/Instagram de Nathália Secco, Ana Amélia Paulino e Camila Colpo

Nathália Secco, Ana Amélia Paulino e Camila Colpo são três dos nomes que aparecem na lista mais recentes das “100 mulheres poderosas do Agro”, feita pela revista Forbes. A lista foi divulgada na quinta-feira (15), Dia Internacional da Mulher Rural, e reúne produtoras, pesquisadoras, empresárias e lideranças que atuam no agronegócio brasileiro. As três tem forte presença no ramo e atuam em empresas de Formosa, Rio Verde e Porangatu.

Ana Amélia

Nathália Secco, Ana Amélia Paulino e Camila Colpo; conheça as três representantes de Goiás na lista das mais poderosas do Agro, da Forbes — Foto: Reprodução/Instagram de Nathália Secco, Ana Amélia Paulino e Camila Colpo

Ana Amélia Avelar Ferreira Paulino é presidente do Sindicato Rural de Porangatu, no norte de Goiás, e da Comissão de Equideocultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg). Advogada de formação, Ana Amélia cresceu em uma família de agropecuaristas e atualmente administra a Fazenda Barra das Onças, em Trombas, onde trabalha com um rebanho de aproximadamente 3 mil bovinos da raça Nelore, além da criação de cavalos.

Nas redes sociais, Ana Amélia comemorou a inclusão na lista e falou sobre o resultado de sua persistência. “A menina que sonhava em ser fazendeira hoje está na Forbes! E continua sonhando… porque ainda tem muito chão pela frente! […] É alegria, orgulho, honra e a certeza de que valeu a pena persistir”, escreveu.

O trabalho com o campo está na família há gerações. Ana Amélia é filha e neta de produtores rurais e, embora desejasse trabalhar no ramo desde criança, se formou em direito, em São Paulo. Depois disso, ela voltou à fazenda e passou a atuar tanto na administração quanto na representação de produtores rurais.

Há dois anos, ela se tornou a primeira mulher a assumir a presidência do Sindicato Rural de Porangatu e no final de outubro, disputa a reeleição.

Camila Colpo

Camila Colpo é engenheira agrônoma formada pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e presidente da Boa Safra Sementes. Em 2025, a empresa que fica em Formosa fechou o ano com uma receita líquida de R$ 2,62 bilhões.

Camila já havia sido incluída em uma lista da Forbes que elegeu as mulheres mais poderosas do Brasil. Na época, ela falou ao g1 sobre a importância de ocupar esse espaço e sua trajetória no interior do estado. “Estou representando Formosa, o interior de Goiás, o agronegócio e tantas mulheres que trabalham todos os dias no campo e ainda estão conquistando seus espaços de liderança”, destacou.

A engenheira nasceu em Brasília e conta se inspirou no pai, que se mudou para Goiás em 1979. Segundo ela, ele deu o pontapé inicial para essa história, comprando as terras que dariam origem à empresa bilionária.

“Ele acreditava muito no futuro do Cerrado e teve a coragem de apostar naquela terra. Essa história representa muito quem ele era: um homem simples, trabalhador, corajoso e, acima de tudo, com uma enorme capacidade de enxergar oportunidades”, pontuou.

A empresa teve início oficialmente em 2009, quando ela, o irmão e o pai, que faleceu em 2018, reuniram seus conhecimentos para começar o negócio.

Nathália Secco

Nathália Secco se formou em música na Universidade Federal de Goiás (UFG) e gravou seu primeiro disco aos 14 anos, mas um problema vocal congênito que comprometeu sua atuação como cantora lírica. Atualmente, ela está à frente do Orchestra Innovation Center e da Orchestra Ventures, em Rio Verde.

Depois de deixar de atuar com tanta frequência no ramo da música, Nathália trabalhou com os pais antes de criar as próprias empresas. A experiência no setor agropecuário contribuiu para sua aproximação com projetos de inovação e tecnologia voltados à produção rural.

Em 2025, Nathália venceu uma premiação na categoria de tecnologia agrícola durante o Global Women in Agritech, evento realizado na Bélgica, que reúne mulheres que trabalham com inovação e sustentabilidade no agronegócio. “Fiquei muito feliz de poder representar o Brasil”, afirmou em entrevista divulgada após a premiação.

O trabalho na Orchestra Innovation Center consiste em aproximar empresas de tecnologia, inclusive estrangeiras, de produtores rurais interessados em testar soluções diretamente nas fazendas.

Entre os resultados apresentados pela empresária estão ganhos de produtividade e uma redução média de 40% nos custos de aplicação de herbicidas, por meio de tecnologias que permitem utilizar os produtos de acordo com a necessidade de cada área.

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