Por anos, atravessar a fronteira com o Paraguai era sinônimo de busca por eletrodomésticos mais baratos, eletrônicos importados e perfumes disputados.
Em busca do sonho americano paraguaio: Mas os tempos mudaram, e agora brasileiros ficam por horas em filas quilométricas, sob calor e chuva, para conseguir um documento de residência no Paraguai.
O timing da medida: Segundo levantamento do Google Trends, as buscas por “como morar no Paraguai” cresceram mais de 1.700% nas primeiras 48 horas depois do 2º turno das eleições.
Só no ano passado, o Paraguai concedeu 23,5 mil autorizações de residência para brasileiros no ano passado, mais da metade do total de estrangeiros.
Quem aparece em peso nessas filas são empresários, aposentados e famílias inteiras querendo recomeçar do outro lado da fronteira.
“Tá, mas qual é a razão de tudo isso?”
O sistema por lá é famoso pelo “10-10-10” 10% de imposto de renda, 10% para empresas e 10% sobre consumo. Simples, direto e muito menor do que no Brasil.
Não para por aí: Além dos impostos baixos, há o “sistema de maquila”, que permite que indústrias instaladas no Paraguai importem matéria-prima com imposto mínimo e exportem a produção com pouca tributação.
Não para por aí: Além dos impostos baixos, há o “sistema de maquila”, que permite que indústrias instaladas no Paraguai importem matéria-prima com imposto mínimo e exportem a produção com pouca tributação.
Cerca de 62,5% dos trabalhadores estão na informalidade, os direitos trabalhistas são menores e os serviços públicos de saúde têm muitas limitações.
Isso ajuda a explicar por que muitos dos nossos compatriotas conseguem residência por lá, mas nem sempre ficam.
Bottom line: Segundo o Itamaraty, cerca de 263 mil brasileiros já vivem no Paraguai fazendo do país a 3ª maior comunidade brasileira no exterior, atrás de EUA e Portugal.
Jornal Correio do Povo Jornalismo de Verdade




