Preço da gasolina sobe 51% no ano, mesmo sem aumento de imposto

Com o de hoje, Petrobras já soma oito reajustes sobre o preço da gasolina somente neste ano

preço da gasolina em Goiás e no resto do país deve ficar ainda mais alto após a Petrobras reajustar, novamente, o valor do combustível nas refinarias. A decisão de repassar o reajuste aos consumidores fica a cargo dos postos de combustíveis. No entanto, ao contrário de informações que circulam na internet, as alterações de preço não estão relacionadas ao ICMS sobre o combustível, uma vez que, segundo a Secretaria da Economia, o imposto não tem reajuste há anos.

Com o de hoje, a Petrobras soma oito reajustes somente neste ano – um acúmulo de 51% no total. Agora, o preço médio do litro da gasolina sobe de R$ 2,69 para R$ 2,78, uma alta de 3,3%. Atualmente, o litro do combustível em Goiânia, por exemplo, pode ser encontrado a R$ 6,33 em média, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Com a alta nas refinarias, o valor nos postos também pode subir ainda mais.

Contudo, ao contrário de algumas versões que circulam na internet, vale destacar que o alto preço da gasolina não está ligado ao ICMS, único imposto estadual que incide sobre o segmento. O tributo é cobrado sobre o valor final do produto e, em Goiás, tem uma alíquota de 30% para a gasolina. O superintendente Executivo da Receita Estadual da Secretaria da Economia, Aubirlan Borges, informou que a o ICMS “não é reajustado em Goiás há anos”, e de acordo com a pasta, isso não deve mudar nesta gestão.

Numa entrevista concedida no início deste ano, o superintendente afirma que o que se vê no preço da gasolina é uma oscilação desde que a Petrobras mudou sua política de preços. “A tributação é algo que se move lentamente ao longo dos anos. Em Goiás há muitos anos não tem mudança no ICMS do setor de combustíveis”, concluiu.

Clima não é bom para aumento do preço da gasolina, mas decisão é dos postos, diz sindicato

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto), Márcio Andrade, o momento não é favorável para um repasse de reajuste para o consumidor. Porém, esse repasse é uma decisão individual de cada posto de combustível.

“É claro que o ambiente no momento não está favorável para repassar reajuste. Até porque os consumidores já estão com o consumo retraído e o momento não é bom. Ninguém aguenta tantos aumentos. Mais Isso vai depender da situação de cada posto, da margem de lucro do posto, se está conseguindo arcar com os custos”, pontuou.

Sobre Osvando Teixeira

Veja isto também

Mesa Diretora da Câmara de Mara Rosa toma posse para o exercício de 2026

Na noite desta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, foi realizada a solenidade de posse …

Campos Verdes de Goiás comemora 38 anos de emancipação com festa, investimentos e anúncio de novos benefícios

Campos Verdes de Goiás celebrou, no último dia 30, seus 38 anos de emancipação político-administrativa …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.