Valdirene Vaz Clemente, de 42 anos, denunciou o ex-companheiro por ameaça e agressão cerca de um mês antes do crime e obteve medida protetiva. Caso aconteceu em Bom Jesus de Goiás.

Uma professora foi morta a tiros pelo ex-marido ao sair de uma igreja na noite de segunda-feira (20), em Bom Jesus de Goiás, no sul do estado, segundo a Polícia Civil. Valdirene Vaz Clemente, de 41 anos, foi casada por cerca de 20 anos com Wanderlei Joaquim de Souza, de 36 anos, com quem tinha filhos.
Há cerca de um mês, ela o denunciou por ameaça e agressão, além de solicitar uma medida protetiva contra o ex-companheiro. Após o crime, Wanderlei, que trabalhava em uma usina na região, atirou contra a própria cabeça e morreu, de acordo com a polícia.
O delegado responsável pelo caso, Nicolas Alvarenga de Oliveira Martins, informou que o crime ocorreu próximo a um galpão onde era realizado um culto de um grupo da Igreja Católica. Segundo ele, Joaquim teria ficado escondido e surpreendido Valdirene quando ela retornava para casa a pé, efetuando pelo menos três disparos.
“A vítima foi atingida nas costas e na nuca, o que reforça a tese de que foi atacada sem chance de defesa. Testemunhas relataram ter ouvido ao menos três tiros. Inicialmente, pessoas que estavam no local confundiram o barulho com o som de uma motocicleta, mas logo perceberam a gravidade da situação”, disse o delegado.
Segundo Nicolas, ao perceber que moradores tentavam contê-lo, Joaquim disparou contra a própria cabeça. “Ele ouviu que estavam tentando contê-lo e disse: ‘não vai precisar não’. Em seguida, se autoexterminou”, afirmou o delegado.
O delegado informou que Valdirene já havia relatado um histórico de ameaças. Por isso, o suspeito já respondia a uma ação penal pelos crimes de ameaça e lesão corporal praticados contra a ex-companheira.
O delegado informou ainda que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e encaminhou ambos ao hospital municipal. No entanto, as mortes da professora e do suspeito foram confirmadas logo após darem entrada na unidade de saúde. O caso é investigado como feminicídio seguido de suicídio, segundo a Polícia Civil.
Comunidade religiosa lamenta morte
Em nota, o Grupo Manaaim, que se reúne na Capela São Sebastião, local onde Valdirene havia acabado de participar de um encontro, lamentou a morte da professora e pediu orações pelos filhos, familiares e amigos da vítima
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