Humorista tinha um mandado de prisão em aberto por não pagamento de pensão. Ao g1, a advogada da mãe contou que o pai iniciou o contato com o filho somente após saber do processo.

Waldemar Neto Lobo Melo do Carmo, conhecido como Seu Waldemar, foi preso no Paraguaio por um mandado de prisão em aberto por não pagamento de pensão. A advogada da família, Flávia Aragão, contou que o pai iniciou o contato com o filho, de 8 anos, somente após saber do processo. Segundo o advogado de defesa, Rumennigge Pires, a dívida está em R$ 60 mil.
A prisão aconteceu nesta terça-feira (23), em Pedro Juan Caballero, pela polícia do Paraguai. Em nota, a defesa reconheceu que, em determinado período, houve um distanciamento na convivência com o filho, mas há algum tempo vem ocorrendo um processo de reaproximação. “Fizemos um combinado de ser uma vez por semana ligações e ele estava ligando embora a criança estava tendo até dificuldade de adaptação porque ele ficou dois anos sem vê-lo”, contou Flávia.
O mandado de prisão estava aberto desde novembro de 2025. O humorista estava morando fora do país para cursar medicina. Ele está preso na cidade de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.
Na quarta-feira (24), Seu Waldemar vai passar por uma audiência de custódia e a Justiça vai analisar se a prisão foi legal e se ele vai continuar detido. Flavia contou que a Justiça pode trazê-lo para Goiás, por ele ser daqui.
Dificuldades financeiras
Rumennigge afirmou que Seu Waldemar enfrenta dificuldades financeiras desde que deixou o cargo de apresentador e, por isso, não conseguiu arcar com a pensão de cerca de R$ 2 mil e outras despesas da criança.
Com o mandado de prisão em aberto, Waldemar compartilhava a rotina de estudante de medicina no Paraguai. Aluno da Universidad Sudamericana, ele publicava vídeos de preparação para provas e dava dicas para quem desejava cursar medicina fora do país.
Contato com o filho
No começo de 2026, Sami Moura, mãe da criança, relatou que o humorista buscava o filho apenas para deixá-lo na casa da avó paterna, exercendo pouco a convivência com o menino.
Ela explicou que o vínculo com a família do pai era mantido pela avó, enquanto ela era viva, que fazia questão de estar presente na vida do neto. “Era ela quem efetivamente mantinha o vínculo do Enrico com a família paterna, sendo verdadeiramente apaixonada pelo neto e fazendo questão de estar presente”, contou.
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