Aeroporto de Goiânia é facilitador no transporte de órgãos para transplante

A logística área é essencial para garantir a chegada do órgão para o seu receptor

Ser um elo importante na cadeia de transporte de órgãos é um dos objetivos do Aeroporto de Goiânia, administrado pela CCR Aeroportos. Mais de 90 órgãos foram registrados entre chegada e partida entre janeiro e agosto de 2024. Em 2023, foram 127 transportes aéreos realizados em Goiás, contando com a infraestrutura do aeroporto. Cada um desses órgãos traz esperança e a possibilidade de uma nova vida para aqueles que aguardam por um transplante.

Desde a chegada da CCR Aeroportos em Goiânia, a administração do aeroporto tem se empenhado em facilitar a comunicação com a Central Estadual de Transplantes de Goiás e agir com mais rapidez, proporcionando uma infraestrutura adequada para o transporte rápido e seguro dos órgãos. O desafio está na logística, já que cada órgão e tecido possui seu tempo limite para chegar ao receptor, o que pode variar de 04 a 36 horas.

“Sabemos da importância de ajudar a salvar uma vida, por isso dedicamos nossos esforços sempre que recebemos uma solicitação de chegada ou partida de algum órgão para transplante. Tentamos encurtar nossos protocolos, seguindo a premissa de segurança, mas também conversamos com nossos parceiros para dar prioridade no atendimento, seja para pouso ou decolagem. É gratificante contar com uma infraestrutura adequada para atender a esse tipo de demanda”, reforça Tassia Fraguas, gerente do Aeroporto de Goiânia.

A Central Estadual de Transplantes de Goiás, que faz parte do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, envia uma solicitação à equipe do Aeroporto de Goiânia com as informações do voo que será utilizado para o envio ou recebimento do órgão ou tecido. Assim, o aeroporto inicia seu papel na operação em conjunto com o DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), por meio do CGNA (Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea), em parceria com as companhias aéreas, a Força Aérea Nacional ou táxi aéreo.

Katiúscia Christine, gerente de Transplantes da Secretaria de Estado de Goiás explica o quanto o transporte precisa ter agilidade. “A parceria que nós temos com o Aeroporto de Goiânia é fundamental para que a gente consiga ter acesso ao aeroporto de forma rápida. O aeroporto já fica ciente de todos os voos que estão vindo com órgãos e equipes, facilita o nosso acesso para que a gente possa chegar em tempo para que as equipes estejam o mais rápido possível dentro das unidades hospitalares e também para que esses órgãos saiam o mais rápido possível. Nós temos operações como, por exemplo, nos transplantes de coração, em que o tempo de viabilidade do órgão é de apenas quatro horas. Então essa agilidade é extremamente importante para a efetivação da doação e do transplante”, conclui.

No Brasil, foram realizados 7.703 transportes aéreos de órgãos para transplante, referentes ao Sistema Nacional de Transplantes. Dentre essa quantidade, 4.294 foram órgãos, e 3.409 foram profissionais de saúde e caixas térmicas equipadas para o armazenamento de órgãos. A maior quantidade de órgãos transportados é de rins (1.274), seguida por córneas (1.120) e médulas (417).

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