Suspeito de integrar o PCC diz para a mãe entregar 500 brinquedos a crianças: ‘Tá vendo que não é só matar pessoas?

Para o Ministério Público de Goiás, medida é uma estratégia de cooptação social. Operação prendeu 10 suspeitos de monitorar forças de segurança, tráfico de armas de fogo e lavagem de dinheiro.

Operação mira suspeitos de integrar o PCC, monitorar forças de segurança e distribuir presentes a crianças para cooptação social — Foto: Divulgação/ MPGO

Uma operação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) cumpriu, nesta quarta-feira (10), dez mandados de prisão temporária contra suspeitos de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) em Formosa e outras cidades goianas no Entorno do Distrito Federal. Um dos prints divulgados mostra quando um investigado diz para a mãe entregar 500 brinquedos para crianças. Segundo a investigação, era uma estratégia de cooptação social.

“Foi o PCC que trouxe para mim. Dá para as crianças, 500 brinquedos, mãe. Tá vendo que não é só matar pessoas e vender drogas?”, escreve o investigado na mensagem. Em seguida, a mãe responde: “Parabéns, achei lindo. Dá para as crianças e começa a fazer seu nome. Você ficará conhecido. Estou muito orgulhosa”. Fotos mostram a entrega dos presentes.

Cooptação social

Segundo o Ministério Público, distribuição de presentes a crianças em determinadas localidades é uma estratégia de cooptação social e ocorria sob a supervisão de integrantes da organização criminosa que estariam em outros estados. A prática consiste em promover ações voltadas à comunidade para conquistar simpatia, influência e reconhecimento em determinadas regiões, fortalecendo a presença do grupo e ampliando a capacidade de atuação e recrutamento.

Operação

A operação também cumpriu dez mandados de busca e apreensão. Segundo as investigações, os alvos monitoravam ações das forças de segurança, planejavam a distribuição de drogas, articulavam a aquisição de armas de fogo e mantinham uma estrutura voltada ao domínio territorial e social da região. Eles também são suspeitos de lavagem de dinheiro.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Goiânia. A operação contou com apoio da Polícia Militar, da Polícia Penal de Goiás, dos Gaecos dos Ministérios Públicos de Minas Gerais e do Distrito Federal, além da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas da Polícia Civil do Distrito Federal.

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