Homem morre ao ser atropelado três vezes de propósito após briga em cavalgada

Motorista passa a caminhonete em cima da vítima outras duas vezes. Delegado disse que elementos apurados foram suficientes para pedir a prisão preventiva do suspeito.

Um homem morreu depois de ser atropelado três vezes de propósito depois de uma briga que aconteceu durante uma cavalgada, em Morrinhos, no sul do estado. Segundo a Polícia Civil (PC), o suspeito do crime acelerou uma caminhonete contra a vítima, que tem mais de 60 anos, e depois de atropelar, passa mais duas vezes em cima do corpo antes de fugir do local. Um vídeo mostra o momento do atropelamento.

O delegado Fernando Gontijo disse que o caso aconteceu no domingo (08), quando aconteceu uma festa na cidade. Segundo ele, o suspeito e a vítima estavam em grupos com várias outras pessoas e esses grupos começaram a brigar.

“Tanto o autor como a vítima entraram na discussão; aparentemente o autor pegou um pedaço de pau e a vítima desferiu um murro no autor. A situação foi controlada e os grupos se separaram, cada um se dirigiu à sua residência”, disse o delegado.

Ainda segundo o delegado, depois dessa primeira discussão, a vítima voltou à chácara onde aconteceu a cavalgada para buscar um animal e, assim que estacionou no lugar, o suspeito chegou e parou ao lado, iniciando uma nova briga.

“A vítima então (um senhor já com mais de 60 anos e dificuldade de locomoção) desce do veículo, momento em que o autor acelera o carro e de maneira dolosa atropela a vítima”, disse o delegado.

Segundo apurou a investigação, depois de atropelar o homem, o autor engatou a marcha ré e passou mais uma vez em cima do homem, “e, não contente, uma terceira vez sobre a vítima, que já estava sem vida ali no chão”, completou Fernando.

De acordo com o delegado, depois de atropelar o homem, o autor desce do carro para ver se ele estava morto e vai embora. As investigações apontam que ele pediu ajuda de parentes para fugir. O suspeito e seus advogados se apresentaram na delegacia de forma espontânea nesta segunda-feira (09).

Fernando explicou que, depois de levantar todos os indícios e ouvir as testemunhas, a polícia viu a necessidade da prisão preventiva, alegando que o suspeito se valeu da fuga com ajuda de terceiros e também pela crueldade do crime e da possibilidade de repetição.

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