quinta-feira , 17 setembro 2026
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Operação mira empresários suspeitos de fraudar R$ 743 milhões, apreende dinheiro e carro de luxo

Operação cumpre três mandados de prisão e 24 de busca e apreensão em Goiânia e Mossâmedes. De acordo com o MP-GO, o passivo acumulado pelo grupo está entre os maiores devedores de ICMS em Goiás.

Ação mira empresários suspeitos de cometerem fraudes milionárias — Foto: Divulgação/MP-GO

Uma força-tarefa conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de Goiás (MPGO) cumpre, nesta quinta-feira (17), três mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão em 17 endereços de empresários em Goiânia e Mossâmedes, na região oeste de Goiás. Segundo a investigação, o grupo é suspeito de causar uma fraude de mais de R$ 743,5 milhões.

Os investigados são ligados a um conglomerado empresarial com cerca de 20 anos de atuação no comércio varejista e atacadista de doces, artigos para festas e tecidos. A Justiça determinou ainda o bloqueio de carros de luxo, imóveis e contas bancárias dos investigados e de suas empresas, até o limite de R$ 339.922.823,02.

De acordo com o MP-GO, o passivo acumulado pelo grupo está entre os maiores devedores de ICMS em Goiás. As empresas somam 197 autos de infração, 93 representações fiscais para fins penais e 15 denúncias criminais anteriores.

A Operação Panda Reverso é coordenada pelo Grupo Operacional do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira-GO) e conta ainda com a participação da Secretaria de Estado da Economia e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-GO), além do apoio do Batalhão Fazendário da Polícia Militar de Goiás (BPMFaz/PMGO).

Sonegação e abertura de novas empresas

De acordo com o MP-GO, na sonegação, o grupo omitiria sistematicamente informações sobre as vendas, chegando a deixar de declarar 100% do faturamento em determinados anos. Segundo a investigação, também haveria apropriação indébita do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado diretamente dos consumidores.

Com a sonegação, as dívidas se tornavam impagáveis. Em seguida, a empresa era abandonada e uma nova pessoa jurídica, considerada “limpa”, era aberta no mesmo endereço, absorvendo clientes, estoque e funcionários.

Ocultação de patrimônio por meio de empresas

A investigação levantou ainda que o grupo utilizava holdings e empresas de fachada registradas em nome de parentes e “laranjas” para ocultar patrimônio. O controle financeiro, no entanto, permaneceria com os líderes por meio de procurações.

Investigados já tinham histórico de irregularidades

Em dezembro de 2024, durante uma penhora judicial que recolheu R$ 1,49 milhão em dinheiro e cheques, um dos investigados teria trocado os cheques apreendidos por títulos próprios, sob a promessa de parcelar a dívida.

Ainda segundo a investigação, ele emitiu cheques sem fundos, não parcelou os débitos e sustou os pagamentos.

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