Prefeitura de Crixás Compra menos de 1 Alqueire de Terra de Tio do Vice-Prefeito Tiago Dietz por quase 1 Milhão e 141 mil reais e Vira Alvo do Ministério Público por Superfaturamento e Corrupção

O prefeito de Crixás está sob investigação do Ministério Público após a compra de um terreno supostamente superfaturado que possui 38.061 metros quadrados, ou seja, menos de 1 alqueire de Terra que no estado de Goiás possui o tamanho de 48.400 metros quadrados. O terreno, que pertence ao tio do vice-prefeito Tiago Dietz, foi adquirido por R$ 1.141.834,25. A área, localizada na zona rural do município e sem infraestrutura básica, está no centro de uma polêmica envolvendo nepotismo e possível enriquecimento ilícito.

A desapropriação do terreno foi autorizada pelo projeto de lei do município e pelos vereadores da base do prefeito que também responderão pelos possíveis crimes, que justificou a aquisição como necessária para a doação de loteamentos e moradias para a população local. No entanto, a avaliação do valor do terreno gerou controvérsias. Apesar de estar em uma zona rural sem instalações de energia elétrica, esgoto, asfalto e outras infraestruturas básicas, a área foi avaliada com critérios de terrenos urbanos, resultando em um preço considerado excessivo.

O relatório de avaliação do município reconhece a falta de infraestrutura do terreno, o que levanta dúvidas sobre a valorização elevada. A compra, realizada em ano eleitoral, também atraiu críticas por sua oportunidade e pela relação familiar entre o vendedor, Antônio de Oliveira Rodrigues, e o vice-prefeito Tiago Dietz. Além disso, a prefeitura ainda não concluiu o loteamento do setor Morada do Sol 3, aumentando a desconfiança sobre a necessidade e a urgência de uma nova desapropriação.

A situação remete a um caso anterior de improbidade administrativa envolvendo o vice-prefeito Tiago Dietz, que foi conivente com uma permuta de imóvel ilegal. A repetição de práticas semelhantes sugere um padrão de comportamento que favorece interesses pessoais e familiares na administração pública de Crixás. O Ministério Público agora investiga a possibilidade de uso indevido da máquina pública para fins políticos e pessoais.

Diante dessas alegações, o Ministério Público pretende apurar os fatos e determinar se houve enriquecimento ilícito, nepotismo e outras irregularidades. A Lei nº 9.504/1997, que proíbe o uso indevido da máquina pública para ganhos políticos, pode ser crucial para a investigação e eventuais ações judiciais contra os envolvidos.

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